sexta-feira, 29 de julho de 2011

O evangelho da Graça ou do oba oba?

O evangelho da Graça ou do oba oba?
Existem aqueles que torcem o nariz, outros que apoiam a idéia. A verdade é que o termo “balada gospel” não é novidade no meio jovem evangélico e ainda divide opiniões. Será mesmo válido usar de todos os artifícios para o evangelismo jovem, meio de tão difícil acesso aos conservadores cristãos? Ou será apenas mundanismo, uma forma de mascarar uma latente necessidade do jovem cristão de aparentar e se divertir cada vez mais com os jovens do mundo, sem isso pesar na consciência?
A real pergunta que fica é a seguinte: que tipo de evangélico é formado numa balada gospel? Ele vai adquirir os alicerces necessários para sustentar os valores de uma vida cristã? Ele vai entender a beleza da real liberdade em Cristo, uma liberdade que não é interpretada apenas por sons altos e música dançante, mas no dia-a-dia, nas atitudes, no andar com Deus?
Portanto, é um terreno perigoso. Existem outras formas de evangelismo a jovens que são tão ou mais eficazes que uma balada. É muito comum o culto dos jovens ter músicas mais dançantes, testemunhos e palavra mais descontraídos; mas isso dentro da igreja e acompanhado por pessoas com experiência no assunto. 
O pseudo-evangelho está predominando o Brasil, em Morada Nova/CE não é diferente o sistema neo-pentecostalista é que prodomina tambem. A metodologia para atrair pessoas para a igreja deixa de fora a essencia do evangelho, ou seja, a pregação da palavra de Deus, o anuncio do verdadeiro evanmgelho.
Eventos como “seresta, pancadão, balada gospel”. São realizados com frequencia em nome de um pseudo crescimento numerico, isso já é o suficiente para imaginar como é dificil plantar uma igrejacom uma proposta Reformada nesta cidade.  A igreja Presbiteriana traz uma proposta onde o metodo para crescimento é a exposição, a pregação da palavra de Deus.
Entendemos que o evangelho requer de nós a renuncia, e quedevemos “Estar crucificado com Cristo” Gl. 2: 20 . E não estar crucificado com a igreja e os bastidores da mesma. Listei algumas igrejas que existem em Morada Nova onde o neo-pentecostalismo é que impera! Tem muitas igrejas mais não há uma visao voltada para “Sola Scriptura, Solos Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria”.
Ministerios:
 Assembleia de Deus da missão: Templo Central mais 4 templos nos bairros. São Francisco. Coab, Girilandia, Populares. Total de 05 Templos.
Assembleia de Deus do Brasil: Templo Central. Congregação  no Prourb. Total 02 templos.
Assembleia de Deus Bela vista: Templo Central . Congragação Girilandia. Total 02.
Assembleia de Deus Canaã.  Templo 01.
Assembleia de Deus Montese: Templo 01.
Assembleia de Deus Renovada: Templo Central Congregação no Coab de Fatima. Total 02.
Igreja de Cristo: Templo 01.
Quadrangulhar 01: Templo 01.
Quadrangulhar 02. Templo 01.
Igreja Batista da Convenção: Templo 01.
Batista Fundamentalista: Templo 01.
Igreja pentecostal do avivamento: Templo alugado.
Igreja Missionária de Jesus: Templo 01.
Mundial do poder de Deus: Templo alugado.
Universal:  Templo alugado.
Igreja Bíblica: Templo 01.
Igreja Reconstruir com Cristo: Templo alugado.
Deus é amor: Templo alugado.
Adventista do setimo dia: Templo 01.
Testemnhas de Jeova: Templo 01.
Congregação crista do Brasil: Templo 01.
Igreja Presbiteriana: Templo  alugado.
Igreja Local,Irmãos,Árvore da Vida,Witness Lee: Templo alugado.
Centro espirita: Templo 01.
Igreja Catolica: Um mega templo no Centro fora as demais igrejas de “santos”.
Sendo que, o neo-pentecostalismo é quem impera. Realizam eventos como: Balada gospel, Seresta gospel, Pancadão gospel, se ela dança eu danço. E muitos outros mais.
Pb. João Batista de Lima

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Morre John Stott, um dos mais piedosos líderes cristãos do século 20



Morre John Stott, um dos mais piedosos líderes cristãos do século 20
 Por Renato Vargens
Acabou de falecer aos 90 anos o Pr. Anglicano John Stott.
É com pesar que recebi a noticia do falecimento de uma maiores pastores evangélicos de todos os tempos.
Particularmente eu devo muito a este grande homem de Deus. Seus livros contribuiram significativamente para a minha formação teológica.
John Robert Walmsley Stott, CBE (27 de abril de 1921 – 27 de julho de 2011) foi um líder Anglicano britânico, conhecido com uma das grandes lideranças mundiais evangélicas.
Serviu como Presidente da Igreja All Souls em Londres desde 1950. Estudou na Trinity College Cambrigde, onde se formou em primeiro lugar da classe tanto em francês como em teologia, e é Doutor honorário por varias universidades, na Inglaterra, nos Estados Unidos e no Canadá.
Uma de suas maiores contribuições internacionais são os seus livros. John Stott começou sua carreira como escritor em 1954 e escreveu mais de 40 títulos e centenas de artigos, além de outras contribuições à literatura cristã.
Entre os seus títulos mais famosos estão:
Cristianismo Básico.
Crer é Também Pensar.
Porque Sou Cristão.
A Cruz de Cristo.
Eu Creio na Pregação.
Firmados na Fé.
Cristianismo Equilibrado.
Entenda a Bíblia.
Cristianismo Autêntico.
O Perfil do Pregador.
Ouça o Espírito, ouça o mundo
A sua obra mais importante, Cristianismo Básico, vendeu mais de 2 milhões de cópias e já foi traduzido para mais de 60 línguas. Billy Graham chamou John Stott de “o mais respeitável clérigo no mundo hoje”.
John Stott, combateu o bom combate, completou a carreira e guardou a fé!
Com dor no coração.

Langham Partnership - John Stott Memorial Video

terça-feira, 26 de julho de 2011

As 5 expressões evangélicas mais sem sentido usadas nas Igrejas


5 – EXORTAR
Essa expressão é usada de modo equivocado em 100% das Igrejas. Segundo qualquer dicionário, exortar significa “animar, incentivar, estimular”. Logo, exortar o irmão que está em pecado na verdade não significa repreende-lo. Quem está vivendo no erro não precisa de um incentivo, mas de um auxílio.
4 – LEVITA
Essa morreu no Antigo Testamento. Os Levitas eram descendentes da Tribo de Levi, e eram encarregados de TODO O SERVIÇO no Templo. Mas Levita tem sido usado como sinônimo de músico. Besteira pura! Pra começar a música no serviço levítico era a menor das tarefas. A faxina, organização e carregar peso nas costas, isso sim era a parte mais importante do trabalho. Levando em conta que não somos judeus, não somos descendentes daquela tribo e também lembrando que o Templo não existe mais, então estamos dispensados do serviço levítico. Músico é músico. Ponto.

3 – PROFETA
Segundo a bíblia, profeta é aquele que revela a vontade de Deus ao povo. Simples assim. Porém tornou-se comum considerar que profeta é uma espécie de adivinho. Heresia pura! Considerando que TODA A REVELAÇÃO está em Cristo Jesus e que o conhecimento acerca desta revelação está contida nas escrituras, um profeta legítimo não deve adivinhar nada, mas proclamar de maneira compreensível as coisas que estão contidas na palavra de Deus. Por isso Paulo afirma que o dom de profetizar é o dom mais excelente. E se você ainda paga pau pra adivinhos, lembre-se que ADIVINHAÇÃO é pecado.

2 – UNÇÃO

Como dizem por aí, UNS SÃO, outros NÃO SÃO. Agora falando sério… a expressão unção virou clichê na boca de crente. É unção disso, unção daquilo… tudo sempre buscando atender ao interesse economico; ou garantindo o controle das massas sob o pretexto de que UNÇÃO É PODER. Pra começar no Novo Testamento a palavra unção só é usada no sentido de afirmar que Cristo está em nós. Logo, ter unção é ter Cristo. Em todos os outros contextos, há ensinos explícitos sobre o ato de “ungir” pessoas, que seria orar com óleo, pedindo a Deus por curas específicas. Há algum poder neste óleo? Não mesmo. Mas é bom lembrar que no contexto bíblico, óleo também era considerado remédio para muitas doenças.
1 – ATO PROFÉTICO

Essa é a campeã da lista de heresias. Se sua igreja usa essa expressão, então a teologia por aí tem sido profundamente contaminada com valores neopentecostais. Pra começar não existe a expressão “ato profético” na Bíblia. Essa expressão surgiu na verdade como uma tentativa de disfarçar o conceito de podemos fazer coisas que “movem a mão de Deus” na direção de nossos desejos. Ou seja, heresia pura.

Por que as mínimas coisas podem revelar grandes besteiras.
Meu conselho é… cuidado com as expressões.
Vão com Deus!
Ops! Como alguém poderia ir “sem Deus”, se Deus é onipresente e está em todos lugares mesmo antes de eu pensar em me mover?


sábado, 23 de julho de 2011

O Batismo e os Principais Conceitos na Espiritualidade Reformada


por Pb. João Batista de Lima

A igreja Presbiteriana em Morada Nova realizou ontem, dia 22 o batismo de 03 Novos membros e recebeu 01 em seu rol de membros. Jeiel Esdras, Jesrael Lucas e Camilla, foram batisados e Gideone Oliveira foi recebido na nossa Igreja. Entendemos que o batismo é fundamental na vida do crente e que todo cristão deve almejar o batismo. É obrigação daqueles corretamente batizados, se darem a uma igreja verdadeira de Jesus Cristo em particular (Atos 2:47; I Pedro 2:5), para que possam andar irrepreensíveis em todos os mandamentos e ordenanças do Senhor (Lucas 1:6).
 Eu destaco os seguintes pontos!
1. União com Cristo
Toda doutrina relacionada à salvação e à vida cristã deve ser orientada em torno dessa pedra de toque da fé. Nenhuma teoria de crescimento ou desenvolvimento cristão pode obscurecer ou ignorar esse fato central. Na espiritualidade reformada, o objetivo e o subjetivo, o exterior e o interior, estão ligados inseparavelmente por essa realidade. “Em Cristo” somos justificados e estamos sendo santificados.
2. Justificação pela Fé Somente
Declarado justo”: essa expressão jurídica é o cerne das Boas Novas. Se buscarmos obter o favor divino por meio da nossa vontade ou do nosso correr, terminaremos rapidamente com a justiça própria ou o desespero. O progresso na obediência vem somente à medida que reconhecemos Cristo como sendo nossa justiça, santidade e redenção.
3. Santificação
Eis aqui outra palavra bíblica essencial. Uma vez declarado justo pela imputação da justiça de Cristo, agora crescemos em justiça pessoal em união com Cristo e Sua justiça. Em nossa salvação, não contribuímos com nada, exceto o nosso pecado. Mas uma vez regenerados pela graça de Deus (à parte da nossa cooperação), estamos livres para cooperar com o Espírito Santo pela primeira vez. A santificação, portanto, diferente da regeneração, justificação, etc., requer a nossa energia e participação. Crescemos na graça e no conhecimento de Cristo, ativamente animados pelo evangelho. Tanto a justificação como a santificação são dom de Deus, em virtude da nossa união com Cristo.
4. Chamado/Vocação
Também relacionado ao “sacerdócio de todos os crentes”, essa doutrina reformada enfatiza o fato que tudo o que fazemos honra a Deus se o fizermos em fé. Um lixeiro não é menos espiritual que um missionário. Deus criou cada um de nós com certos dons e nós devemos encontrar significado e realização não somente nas coisas relacionadas à igreja, mas em nosso trabalho e lazer também. Essa doutrina, mais do que qualquer outra, foi responsável pelo que veio a ser identificado como “a ética protestante de trabalho”.
5. Sacramentos
Batismo e Santa Ceia, na espiritualidade reformada, figuram proeminentemente como “meios de graça”. Batismo é o começo da nossa vida em Cristo, e na Santa Ceia nos alimentamos de Cristo – o Pão da Vida – ao longo da nossa jornada no deserto.§
Fonte: Revista Modern Reformation, Volume 5, Número 6, Nov/Dez 1996.
Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

domingo, 17 de julho de 2011

Dizimar? Ofertar? Isso é coisa de crente?

Dizimar? Ofertar? Isso é coisa de crente?
Por Jorge Fernandes Isah

Recebi o seguinte comentário no meu blog de livros,"O que estou lendo... ou li", de um anônimo [interessante como o anonimato revela como o sujeito é indefinido, e no caso do dito cujo, também um mau leitor da Escrituraa] [1]. O livro em questão é "Sacrifício & Domínio", do Dr. Gary North, Editora Monergismo. E vai muito além da simples discussão sobre "dinheiro" a partir dos relatos de Lucas no livro de Atos dos Apóstolos. 

A minha resposta encontra-se em seguida.

Anônimo: "Já percebi que falar em dinheiro na igreja causa um certo receio. Por que digo isso?Se reparar, você deu seus comentários de todos os livros que você leu dessa página do seu blog, e só faltou esta aqui.Gostaria de entende porque não deu seu comentário a respeito desse livro; é de grande importância saber o que pensa sobre o assunto nos dias de hoje, sobre os lideres de hoje, como manipulam os fiéis a doarem o que tem. Será que é medo de dizer a verdade? Omitir a verdade também é uma falta grave.Muitas igrejas cobram os dízimos dos fiéis e até ameaçam com maldições se não derem. Isso está certo? Omitir a verdade, que o dízimo não é mais obrigatório e sim ofertas voluntárias, como Paulo ensina, não é correto. Por que será que o lideres não dizem a verdade? Será por medo?Será que se falar a verdade perderão as regalias que os dízimos trazem para eles? Por isso ficam em silêncio?Não estou aqui dizendo que você dar a décima parte de tudo que você ganha é errado, e sim obrigar, ameaçar seus fieis a darem algo que simplesmente é um mandamento exclusivo para os judeus, e é um mandamento do Antigo Testamento, já que Jesus cumpriu todas as leis.Sei que não irá postar este meu comentário, mas reflita aqui o que lhe digo"[2].

Eu: Sua pressa em me julgar é maior do que o tempo que eu tenho para terminar a leitura deste livro. Como ainda estou no início, não encontrei algo que pudesse me levar a postar um comentário. Uma boa ideia seria você comprar o livro e lê-lo para inteirar-se sobre o assunto.Nunca deixo de comentar um livro, senão, não haveria necessidade do blog, concorda? Acontece que não faço postagens sequenciais sobre todos os livros, deixando para postar um comentário ao final da leitura, uma espécie de resenha. Por estar na página 36, acho que o meu comentário demorará um pouco ainda... é que faço múltiplas leituras, trabalho, tenho as atividades familiares, a igreja, e nem sempre dá para manter o blog atualizado do jeito que gostaria; até, porque, tenho outros blogs também.Mas deixe estar que comentarei o livro por aqui, fique tranquilo.Agora, somente um tolo dizimaria ou ofertaria por causa de ameaças, a menos que ele também tenha interesses escusos de fazer um "negocinho" ou uma negociata com Deus. Ou então, por ignorância, por completo desconhecimento da Escrituraa. Em todos os casos, a fala do Senhor é mais do que apropriada: "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento" [Os 4.6].

O fato é que Deus não se sujeita a isso. O que ele promete, está prometido, o que não prometeu, jamais prometará. Esses egoístas e interesseiros sequer conhecem a Deus. E você espera que eu tenha pena deles? É mais ou menos como os traficantes, se não houvesse o usuário, não haveria o tráfico. Se não houvesse "cristãos" olhando apenas para os seus umbigos, e desprezando o conselho do Senhor, não haveria igrejas e pastores venais. No fim das contas, é tudo farinha do mesmo saco; tanto os líderes como os liderados. A ignorância e o descaso para com a palavra não é justificativa para inocentar ninguém; pelo contrário, ele também será julgado e condenado por sua omissão, assim como os falsos líderes e mestres serão.

Dizimamos e ofertamos porque o Senhor é aquele que nos deu e dá tudo o que temos, desde a vida até o sustento dela, sempre cuidando dos seus eleitos em amor, por sua graça. Fazemos isso por gratidão e obediência, sabendo que a obediência é também uma forma de gratidão, por tudo o que ele tem nos dado, quando mereceríamos incontinentes o inferno e nada mais. Quando as pessoas dão alguma coisa procurando obter algo em troca, zombam do Senhor, e mostram a sua verdadeira face, servindo a mamom, que não é ninguém mais nem menos do que o próprio diabo: o ladrão desde sempre [Jo 10.10] [3]. O crente não só deve, mas tem o dever de sustentar a igreja. Foi o apóstolo Paulo quem afirmou em II Co 11.7-9: "Pequei, porventura, humilhando-me a mim mesmo, para que vós fôsseis exaltados, porque de graça vos anunciei o evangelho de Deus? Outras igrejas DESPOJEI eu para vos servir, recebendo delas SALÁRIO; e quando estava presente convosco, e tinha necessidade, a ninguém fui pesado. Porque os irmãos que vieram da Macedônia SUPRIRAM a minha necessidade, e em tudo me guardei de vos ser pesado, e ainda me guardarei" [grifo meu]. Paulo reprova os coríntios por não lhe terem suprido as necessidades. E de que os Macedônios e outras igrejas o fizeram. E ainda assim, ele pregou-lhes o evangelho. Ou seja, ele cumpriu o seu chamado como ministro da palavra, enquanto a igreja de Corinto não cumpriu o seu chamado de sustentá-lo financeiramente. O mesmo Paulo disse em I Tm 5.17-18: "Os presbíteros que governam BEM sejam estimados por dignos de DUPLICADA HONRA, principalmente os que trabalham na palavra e na doutrina; porque diz a Escritura: Não ligarás a boca ao boi que debulha. E: DIGNO é o obreiro do seu SALÁRIO" [grifo meu]. Se o apóstolo dos gentios não afirmou a necessidade de honrar os obreiros [presbíteros, pastores, missionários, etc] com o salário, não faço a menor ideia do que ele quis dizer nesta epístola.

Como pactualista, não concordo com a sua visão dispensacionalista de que o dízimo é algo circunscrito apenas à nação de Israel no A.T. Porque a Lei não tem um caráter apenas moral, de foro íntimo, mas também legal. Todos serão julgados por ela, no glorioso dia do Senhor. Se fosse assim, se houvesse uma ruptura radical ou mesmo parcial entre o AT e o NT, por que os crentes de hoje ainda cumprem os mandamentos de não mentir, furtar, matar e desobedecer aos pais? Se Cristo cumpriu toda a Lei e não é necessário que nós a cumpramos, então, tudo é-me permitido fazer, inclusive, mentir, matar, furtar, adulterar, etc. É contra esse engano que toda a Escritura, não uma parte dela, se levanta. O mesmo erro de se descontinuar os relatos testamentários, vetero e neo, foi cometido por inúmeros hereges no decorrer da história. Marcião é um exemplo. Para ele, apenas as palavras de Jesus, constando no Evangelho de Lucas, e parte do livro de Atos eram inspiradas. Da mesma forma, muitos como você pensam possível desvincular o Novo do Antigo Testamento. Então, pergunto: Com qual autoridade você foi investido para fazer isso?
Se você não está disposto a ser obediente nem grato a Deus dizimando e ofertando, o problema é seu. Nada que eu diga o demoverá dessa atitude.

Se você não confia nos líderes da sua igreja para dizimar ou ofertar, saía dela e procure uma igreja onde o dinheiro seja empregado na obra de Deus, não para o enriquecimento pessoal de ninguém.

O certo é que o padrão bíblico para o crente é dizimar e ofertar. Porém, parece-me que o autor do livro, o Dr. Gary North, está muito mais preocupado em nos revelar o caráter piedoso e fraterno da Igreja Primitiva, o qual transcende a simples discussão, quase carnal, que se desenvolve nos dias de hoje sobre a questão do dizimar ou não dizimar.

O exemplo da igreja primitiva nos leva a refletir que para nos distinguir do mundo, e para que as pessoas nos vejam como emissários de Cristo, o nosso testemunho não pode constar apenas de palavras mas também de ação; para que reconheçam-nos como sendo do Senhor, e de que as coisas velhas já passaram e tudo, realmente, se fez novidade.

A igreja primitiva demonstrou desapego ao dinheiro, de forma que se cumpriu o verso: aquele que muito tem, dele muito será exigido; e a exigência é em todos os aspectos, inclusive, financeiro.

Nota: [1] Eu mesmo me enganei por muito tempo com essa visão de que o crente neotestamentário não está obrigado a dizimar e nem mesmo ofertar, mas deve fazê-lo espontaneamente, quando quiser, tiver "sobrando" ou tiver vontade. Portanto, conheço bem o que é uma má leitura da Bíblia, pois eu mesmo a lia erradamente. Contudo, pela graça de Deus, entendo hoje que temos obrigações para com a Igreja, e Deus se agrada do servo que dá com alegria, ajudando no sustento e manutenção de sua obra aqui neste mundo.
[2] Não somente publiquei o comentário dele no meu blog de livros, como o faço, novamente, aqui.
[3] Fui alertado por um irmão que me disse: "Jo 10.10 não fala sobre o diabo, mas sobre os falsos mestres. Jesus está falando que os falsos mestres são os ladrões - 'Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram' (v.8 - ênfase minha) - e complementa dizendo: 'O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância' (v.10 - ênfase minha)". Ele está certo; porém, ainda que o nome do diabo não esteja explícito, ele está implícito, pois é o pai de todos os mentirosos, ladrões, assassinos, etc. E os seus filhos têm por objetivo satisfazer a sua vontade, ou seja, mesmo que Cristo não esteja se referindo diretamente ao diabo na passagem [e concordo que não se refere a ele, mas a todos os falsos mestres, sacerdotes e profetas que o antecederam, e mesmo os que o precederam], chamá-lo de ladrão é pleonasmo, redundância.
[4] Em relação ao meu comentário original, fiz algumas inclusões e pequenas alterações. E no comentário do "anônimo", foram necessárias correções ortográficas para que se fizesse inteligível.       Fonte: HTTP://WWW.guerrapelaverdade.blogspot





sexta-feira, 15 de julho de 2011

OPINIÃO - Augustus Nicodemus sobre o sistema papal.



OPINIÃO - Augustus Nicodemus
"Na igreja católica, o sistema papal impõe autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos, cardeais e o papa) e leigos (povo comum) eleva os sacerdotes católicos a um nível superior, como se revestidos de autoridade, carisma, espiritualidade inacessível, o que provoca admiração e espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos autonomeados, mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava, queimando-a na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil, com poucas exceções.

  Um dos requisitos para o apostolado no Novo Testamento é ser testemunha da ressurreição de Cristo. (At 1:21-22). Todos os apóstolos viram o Cristo ressurreto, inclusive Paulo (1Co 15:5-8). Não tiveram visão, sonho ou revelação, mas de fato Cristo lhes apareceu pessoalmente no corpo da ressurreição – inclusive a Paulo no caminho de Damasco (1Co 9:1). O cristianismo histórico sempre entendeu que Paulo foi o último (João na ilha de Patmos esteve diante de uma visão, e não de uma aparição física do Cristo ressurreto. (Ap  1:12-16)). Além disso, os apóstolos foram capacitados para operar sinais e prodígios dos quais não vemos correspondentes hoje (2Co 12:12). Por último, foram dotados de inspiração e infabilidade para escrever a Bíblia. Por esse motivo são chamados “fundamentos da igreja”, assim como os profetas do Antigo Testamento (Ef 2:20)

  Na verdade, o termo “apóstolo” significa basicamente “enviado” e há quem, além dos doze e de Paulo, tenha recebido esse título na Bíblia, como Silas e Barnabé (At 14:14; 2Co 8:23). Porém, os modernos autodenominados apóstolos se entendem como na mesma categoria dos doze e de Paulo. Contudo, os doze e Paulo estão numa categoria à parte, não tendo nomeado sucessores. Quem sempre se achou sucessor dos apóstolos foi o papa. É somente o ranço católico na alma evangélica que permite que tais autodenominados apóstolos tenham sucesso em nosso meio."
                     Augustus Nicodemus – “O que estão fazendo com a Igreja?” – Pág 26 e 27
       É formado em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte, de Recife, mestre em Novo Testamento pela Universidade Reformada de Potchefstroom (África do Sul), doutor em Interpretação Bíblica pelo Seminário Teológico de Westminster (EUA), com estudos no Seminário Reformado de Kampen (Holanda).  Atualmente é chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie e pastor da Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, em São Paulo, SP.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Resumo sobre os Cinco Lemas da Reforma

Resumo sobre os Cinco Lemas da Reforma

SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade
Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.
Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.
A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.
 A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.

Tese 1: Sola Scriptura
Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.
SOLO CHRISTUS: A Erosão da Fé Centrada em Cristo 
À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.
Tese 2: Solus Christus

Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai. Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.
 SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho 
A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.
A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.

Tese 3: Sola Gratia
Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual. Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.
SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial 
A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.
Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.
Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.
                                             Tese 4: Sola Fide
Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus. Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.
 SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus 
Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.
Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.
Tese 5: Soli Deo Gloria
 Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente. Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.
Fonte: Declaração de Cambridge


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Menina de 12 anos comete suicídio para doar órgãos a família

No final do mês passado, uma história causou comoção na Índia. A menina Mumpy Sarkar, de 12 anos, fazia parte de uma família muito pobre de Jhorpara, na região de Bengala. Mridul, seu pai, precisava de um transplante de córneas pois estava ficando cego. Ao mesmo tempo, a família sofria com a doença de Monojit, irmão de Mumpy, que precisava de um transplante de rins para não morrer. Como a família não tinha condições de pagar pelas cirurgias e achar doadores compatíveis é sempre um desafio, o desespero tomou conta de todos. Mumpy acreditou que tinha a solução para todos os problemas. Ela iria se matar e seus órgãos seriam doados para seus entes queridos. Porém, o bilhete suicida em que explicou seus motivos e o desejo de ajudar o pai e o irmão só foi encontrado após ela ser cremada, como é costume na Índia. Somente então Monica, irmã mais velha de Mumpy, contou que sabia do plano da caçula que tentou inclusive convencê-la a fazer o mesmo, caso algo desse errado. Mas Monica não aceitou. Mumpy bebeu uma grande quantidade de pesticida sozinha e morreu mesmo depois de ter sido levada a um hospital da região. ”Demoramos muito para entender os sentimentos de uma criança muito sensível”, lamenta Mridul. Sua esposa, Rita, teve de ser internada após entrar em estado de choque com a notícia. Ao saber do ocorrido, políticos locais se comprometeram a ajudar a família oferecendo auxílio médico. Fonte: Pavablog/noticias.gospelmais.com.br


SÓ O SENHOR É DEUS

SÓ O SENHOR É DEUS
Deuteronômio 5.1-10
O coração de fé da aliança de Israel se encontra no pacto firmado no Sinai e no Decálogo. A aliança era mais que uma lista de estipulações (regras e normas fixadas). Era fundamentalmente um relacionamento entre Deus e o seu povo.
O Decálogo, expressão mais básica das exigências gerais da aliança, é reapresentado. O primeiro versículo contem quatro injunções: ouvir, aprender, cuidar e cumprir. A aliança original é relembrada. O fato ocorrido em Horebe não é simplesmente um acontecimento do passado, concernente apenas aos antepassados de Israel, mas algo que diz respeito a todos os israelitas de todas as épocas.
Seja qual fosse o meio de expressar ou simbolizar o fato, as conseqüências terríveis da quebra de uma aliança eram claramente expressas em todas as antigas alianças. Por outro lado, benção cairiam sobre aquele que cumprisse a aliança. A expressão “face a face falou o Senhor conosco”, v.4, não significa que Israel tenha visto a Deus, sugerindo que a aliança foi feita na área de relacionamento pessoal e não em termos meramente legalistas.
Os mandamentos têm sido normativos tanto para Israel quanto para a Igreja cristã através dos séculos. Basicamente afirmam que para o povo de Deus havia duas grandes áreas de obrigação: para com Deus e para com os homens. A observância cuidadosa a ambas era essencial a uma vida plena. A violação de qualquer das duas era uma violação do relacionamento do individuo com Deus.
(Tg 2.20). É obrigatório para o povo de Deus respeitar a integridade do próprio Deus e de seus irmãos na fé. No novo testamento enfatiza-se Deus em sua soberana graça. Todavia a observância dos dez mandamentos deveria ser um efeito natural da nova vida em Cristo, o resultado de termos a lei escrita nas tábuas de carne do coração. (Hb 10.16-17).
O primeiro mandamento dá expressão clara ao principio de absoluta lealdade a Deus. Quer o povo de Israel, ou parte dele, admitisse a existência de outros deuses, “era-lhes exigido que reconhecessem apenas Deus como soberano Senhor. O segundo mandamento é quase idêntico á forma de Êxodo 20.4-6. Dirigido contra os deuses pagãos e contra a falsa noção de adoração a Deus que pudesse representá-lo por uma imagem, conforme o costume dos pagãos. Era absolutamente proibido a Israel prostrar-se perante qualquer imagem ou servir a qualquer deus estranho
O verbo adorar sugere uma atitude de submissão semelhante à adotada pelo vassalo ante o seu Senhor. O outro verbo “dar culto ou servir” denota igualmente uma atitude de adoração. Deus mais uma vez é apresentado como Deus zeloso, ativamente envolvido no estabelecimento de sua própria soberania e que não tolera qualquer forma de idolatria, uma vez que isso equivale a uma lealdade dividida. Tal zelo para com a afirmação de sua própria soberania pode ser manifesto em juízo ou em bênção até às gerações futuras.
Agradeço ao Reverendo Isaias Cavalcante Pastor auxiliar da Catedral do Rio de Janeiro
Autor desta reflexão.